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HAHAHAHAHAHAHA!
É isso, camaradas! Aquele momento finalmente chegou. É a hora das diretrizes mundiais mudarem de rumo. É hora de abrir os olhos, pois o vento vai mudar. Levantar âncoras, içar velas, desfazer as amarras, toda força ao norte.
Deixem que eu me explique: minha euforia não surge de um anti-americanismo cego. Não. É só porque eu já especulava isso a algum tempo (na verdade, uma vez eu estava bêbado a 4 anos atrás, após umas aulas na faculdade, e avisei aos meus amigos que isso aconteceria, mas ninguém acreditou em mim) e finalmente chegou a hora. É a hora de darmos a volta, de descoroarmos quem roubou a coroa. É o fim da matemática do diabo.
“It’s the devil’s way now There’s no way out You can scream & you can shout It’s too late now Because You have not been paying attention.” (RadioHead)Estamos observando agora e não vamos vacilar. HAHAHAHAHAHAHAHA! É a nossa vez! HAHAHAHA!
“Se você já sabeQuem vendeu
Aquela bomba pro Iraque,

Desembuche:
Eu desconfio que foi o Bush. Foi o Bush,
Foi o Bush,
Foi o Bush. Onde haverá um recurso
Para dar um bom repuxo
No companheiro Bush?
Quem arranja um alicate
Que acerte aquela fase
Ou corrija aquele fuso?Talvez um parafuso
Que tá faltando nele
Melhore aquele abuso.
Um chip que desligue
Aquele terremoto,
Aquela coqueluche.” (Tom Zé)
Foi o Bush – hehehehehe – foi o Bush!
O biólogo alemão Josef H. Reichholf descobriu algo que EU já tinha descoberto a muito tempo. Em seu mais novo livro, que começou a ser vendido nesta terça-feira (09/09), entitulado “Warum die Menschen Sesshaft Wurden” (danem-se pra entender, isso pode ser qualquer coisa), o biólogo descreve como o homem se tornou sedentário e agrícultor. Em conversa no barzinho – no Quintal, para os que conhecem a boemia de Salvador – Josef, que se apresentou a mim como um ator desempregado – nada original – roubou descaradamente a minha teoria e publicou em seu livro. O que EU já sabia e que ele roubou de mim é o fato dos homens que iniciaram a revolução neolítica, como expliquei a ele, terem iniciado o sedentarismo e as práticas agrícolas para tomar CERVEJA. Porra! É claro Josef!
Bom, mais agora ele é que ficou famoso e eu não guardo ressentimentos. Um forte abraço pro meu amigo Josef. Saúde!!
“Minha jangada vai sair p’ro mar, vou trabalhar, meu bem querer. Minha Jangada vai sair p’ro mar, vou trabalhar, meu bem querer. Minha jangada vai sair p’ro mar, vou trabalhar, meu bem querer…”
E esse verso fica se repetindo em minha memória. Creio que em todos vocês também, como se fossem as ondas do mar, esses versos vêm e vão, se repetindo e ecoando e terminando sempre com um chuuuaaaaAAARRR! Dorival Caymmi faz a Bahia como ninguém faz. Quando me apaixonei pela Bahia não foi por qualquer Bahia, foi pela Bahia de Caymmi. A Bahia que parece balançar na proa de um barco, a Bahia que parece deslizar no mar como uma jangada.
Eu aproveito o bom vento e a corrente fria que se aproxima e jogo minha rede no mar, enquanto, em pé na jangada com o sol do amanhecer, ouço de uma voz familiar em algum lugar distante:
“ai, ai que saudade eu tenho da bahia
ai, se eu escutasse o que mamãe dizia:
‘bem, não vá deixar a sua mãe aflita
a gente faz o que o coração dita
mas esse mundo é feito de maldade e ilusão’
ai, se eu escutasse hoje não sofria
ai, esta saudade dentro do meu peito
ai, se ter saudade é ter algum defeito
eu, pelo menos, mereço o direito
de ter alguém com quem eu possa me
confessar
ponha-se no meu lugar
e veja como sofre um homem infeliz
que teve que desabafar
dizendo a todo mundo
o que ninguém diz
vejam que situação
e vejam como sofre um pobre coração
pobre de quem acredita
na glória e no dinheiro
para ser feliz”
(Dorival Caymmi)
E eu fico acenando um tchal rizonho para o mar.
“Minha jangada vai sair p’ro mar, vou trabalhar, meu bem querer. Minha Jangada vai sair p’ro mar, vou trabalhar, meu bem querer. Minha jangada vai sair p’ro mar, vou trabalhar, meu bem querer…”
Chega na África do Sul uma grife de roupas à prova de balas. Ela já existe em 16 paises e acaba de conquistar o mercado da cidade de Johanesburg. O estilista colombiano Miguel Caballero garante que as roupas suportam até tiros de AK-47 e afirma que uma cobertura especial para resistir a facas pode ser encomendada.
“You talk the talk. Do You walk the walk?” (Full Metal Jacket)
Três policiais morrem esfaqueados em atentado em Xinjiang.
Atentado no Paquistão deixa ao menos 13 mortos.
Forças de segurança indiana matam ao menos sete na Caxemira.
Chefe local da Al-Qaeda morre em tiroteio no Lêmen.
…
“You talk the talk. Do you walk the walk?” (Full Metal Jacket)
Durante a transmissão de um programa de rugby na Nova Zelândia, os telespectadores puderam vivenciar quatro minutos de intensa emoção. Durante estes quatro preciosos minutos o canal local, Prime Television, passou cenas de pornografia pesada que eram destinadas a um canal pay-per-view.
Telespectadores se afirmaram revoltados, talvez por não ter dado o tempo necessário, talvez por não ter visto o final do filme.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u419953.shtml
Ontem li uma notícia que me deixou realmente confuso… não sabia o que sentir em relação àquilo, mas sabia que deveria sentir alguma coisa. Bem… até o presente momento em que escrevo essa palavra, ainda não sei o que sentir. Mas para isso existem dezenas de “profissionais da auto-ajuda”. Minha inspiração vem da idéia.
Há dois dias atrás um homem vendeu sua vida. Como? Pois é… tal proeza pareceria impossível até então, mas não era nada mais do que inédita. Ele leiloou tudo… eu digo tudo! Casa, carro, roupas, o trabalho numa loja de tapetes e os amigos. O que ele chamava de seu estilo de vida. Bem… digo mais… alguém comprou. Foi verdade, alguém pagou o equivalente a R$ 615 mil para ter a vida do maluco. Ele esperava por cerca de R$ 750 mil, mas estimou alto o valor. Em determinado momento alguém tentou comprar por R$ 1,2 milhão, mas logo se descobriu que não passava de uma tremenda sacanagem, ou alguém aproveitou para dar um golpe e tentar roubar sua vida. O diabo não levantou propostas…
Viva José de Alencar!
Viva Rousseau!
Em entrevista para o jornal Folha do São Paulo, o general-de-brigada, Luis Eduardo Rocha Paiva, explicita suas preocupações com o despovoamento da Amazônia brasileira. Afirma que acredita sim na nacionalidade do índio brasileiro, porém, ao se conceder o território unicamente a este povo, está se abrindo mão da soberania nacional e se criando margens para um território autônomo dentro do Brasil. As pressões internacionais, principalmente fronteiriças, fazem com que o Brasil perca o controle da região para ONGs que buscam reforçar no índio o sentimento de apátrida. “Eles podem pleitear inclusive a soberania”, diz Paiva.
Mas Paiva, aos seus 56 anos, perdeu o romantismo. Não vê o índio e sua autonomia de reação, sua particularidade nas decisões e seu modo próprio de levar a vida. Passei muito tempo de minha vida melancólico e desapontado com a comunidade indígena e suas calças jeans, suas pick ups e os arco-e-flechas inúteis se não para a comercialização como arte, que ficará pendurada na parede de algum cidadão que visita reservas como quem vai ao zoológico, com seu bonezinho de explorador e o cantil na cintura. Devo assumir que minhas expectativas sobre a humanidade moram agora no coração da Amazônia, em índios pintados para a guerra que disparam flechas contra helicópteros, como se estes fossem seres malévolos de alguma história que o pajé lhes contou. Vendo a sociedade que construímos e continuamos a construir tenho uma leve impressão que qualquer dia nos virá um daqueles terremotos que pôs abaixo cidades da China e transformará em pedras a nossa civilização. Ou, para ser mais trash, algo como o novo filme de M. Night Shyamalan (The Happening), no qual a natureza se rebela contra o homem numa mais nova seleção natural. Vejo que, por vezes, é bom pensar como a dicotomia funciona em seu inverso, como seríamos se os índios resolvessem dominar nosso espaço. E não me refiro ao nosso território físico, mas nosso espaço cultural, social e político. Algo próximo das comunidades zapatistas do México, que com seus ideais indígenas tentam se aplicar a mundialização das ideologias e das práticas. Um mundo índio… As “aldeias globais” de Milton Santos sairiam da metáfora para o empirismo dos fatos.
Mas, para aqueles em que o romance da vida já não atinge mais a razão, como se a emoção tivesse perdido qualquer força sobre o intelecto, me defenderei com Rousseau. Numa análise simples se observa a contra-mão que Locke e Hobbes entraram ao expor a civilização como o estado avançado do ser humano. Como se o homem selvagem fosse primitivo e grosseiro próximo ao “civilizado” (europeu). Mesmo a manifestação moderna de 1922 já nos disse que vivemos em uma selva de concreto. Rousseau olhava para o homem selvagem de uma maneira mais esclarecedora, sem o autoritarismo das idéias civilizatórias romanas, que vêem nos outros os bárbaros. Rousseau tem a capacidade de ver o diferente como diferente e expõe que o seu bom selvagem está no ambiente adequado para servi-lo, a selva. E mesmo Charles Darwin se realizaria nessa colocação. “Suas módicas necessidades”, diz Rousseau, “encontram-se tão facilmente ao alcance da mão e ele está tão longe do grau de conhecimentos necessários para desejar adquirir outros maiores, que não pode ter nem previdência, nem curiosidade. O espetáculo da natureza, à força de se lhe tornar familiar, torna-se lhe indiferente”. (Rousseau, Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens – 1755, [também chamado Segundo Discurso], p. 58). De nenhuma maneira os índios se fazem piores do que nós, homens da cidade, tão pouco o inverso se faz válido. Mas abrir mão de um estado contemplativo da vida humana em prol de uma defesa militar, econômica ou política é estupidez. Seria um “terrorismo de Estado” se entrepor nas relações indígenas de forma predatória, antidemocrática.
Para aqueles que acreditam na leviandade desses discursos só me resta uma opção. TOLOS. Acreditam inutilmente que chegaram ao estado de plenitude da vida e da razão. Doutores do destino de ninguém, com suas práticas rastejantes que, sem que perceba, rapidamente se entrelaçam e esmagam o que vos aflige o poder. Estão na guerra errada, lutando pelas coisas insensatas.
E para o impasse internacional, eu sugiro: tomemos a postura que nos é singular, não será necessário em nenhum instante tomarmos a postura que não é nossa, uma atitude de hipocrisia, devemos ser um país desenvolvido com nossas próprias qualidades, somos o Brasil e é assim que fazemos política, não recorreremos a um passado de desigualdades e exploração para nos defendermos de uma ameaça imperialista, vamos confeccionar nossas próprias armas e jogar nosso jogo.
E para aqueles que ainda não concordam, que prossigam assim, mas sabendo:
“Quando envenenarem todos os rios, derrubarem todas as árvores e matarem todos os peixes, vocês descobrirão que dinheiro não se come” (ensinamento indígena).



