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Amanheço noturno.
Esqueço!
Caminho por entre linhas que jamais poderia suspeitar. Me renovo em um canto de vento que sopra as janelas e sinto um odor indecifrável que me é anfitrião. A cara suada. Desapareço e me vêm dizer coisas confusas sobre a qual não quero fala. Enrolam suas línguas e misturam suas falas. Ecoam. A cara suada.
É um golpe sujo, devo adimitir, se surpreender assim com tudo. É um golpe sujo. Mesmo se não se olha com esses olhos, porque ela me disse que tudo continuaria desse jeito por ela, mas me ocorrem vezes de mudar. Sem muito comprometimento mesmo, uma coisa mais espontânea, um susto. Mas ela me obriga sempre a dizer que sim, eu irei. E fui.
A cara suada.
É sempre essa maior besteira, uma perda de tempo: eu fico sentado e, sem me mover muito, lá vem ela trazendo. Acontece sempre. E eu posso marcar as horas, contar nos dedos e nada. É toda vez numa hora diferente.
A cara suada.
Tenso. Estico as mãos e giro umas duas ou três vezes, atéeeee ficar meio bobo. Parece nóia, mas ouvi dizer - e não se ouve muita coisa assim - que eles vão tentar novamente. O quanto antes! Pode esperar, pode até levar dias mas, assim que você começa com aquele negoço, lá vem tudo de novo.
A cara suada.
Anoiteço.
