Na rua se amontoava um grupo cada vez maior. Todos na porta a espreitar o que tinha acontecido, mas de fora o máximo que se podia ver eram as costas sombrias dos homens altos quando a pequena garota atravessou a barreira para dentro da casa deixando com que uma flecha de luz disparasse para fora. Só uma velha lamparina iluminava o aposento principal, onde o doente estava recostado. O sofá não parecia muito confortável, mas o travesseiro abaixo de sua cabeça e outro nos seus pés deixavam o enfermo o mais cômodo possível. A menina retirou o pano que cobria a cabeça e ajoelho-se próximo ao corpo para rezar. O fogo da lamparina oscilava e mudava as expressões nos rostos dos presentes entre pesar e esperança. Uma mulher sai de um canto escuro e com uma palavra de ordem a garota se ergue em um salto. O doente, já com os olhos abertos, toma as mãos das duas e, somente para ele, o quarto vai parecendo cada vez mais escuro até se apagar em uma escuridão mórbida.