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Perdoem o meu silêncio. A minha presença que constrange com meu silêncio. Mas não me sinto pronto para falar sobre tudo isso agora. Prefiro esperar. As palavras constrangem os sentimentos. Mesmo que meu silêncio represente a ameaça de me ausentar, eu ainda estou aqui e posso escutá-los falar. Perdoem o meu silêncio. Até porque não é minha a culpa e não preciso do perdão, mas perdoem o meu silêncio. Às vezes até que me ocorre de falar, de dizer qualquer besteira, mas me ocorre o silêncio imperial, tirano, mas cortez. Por hora, perdoem o meu silêncio…
Hoje já é dia
De uma manhã tardia
No fim de uma noite vazia
E não se faz poesia
Hoje a polícia policia
E meretriz que é vadia
Ou maluco que anuncia
E toda companhia
Sai da rua que vazia
Não encontram o que perdia
Quando a polícia policia
Quem a vida policia
Sai da rua em euforia
Quem na rua permanecia
Hoje dorme em agonia
Veja só mas quem diria
Que se outro dia policia
Hoje extravia
E a Tv já anuncia
Que quem policia
Agora latia corria e batia
E com a arma vazia
Nem atira
Nem se faria essa poesia
Durante a transmissão de um programa de rugby na Nova Zelândia, os telespectadores puderam vivenciar quatro minutos de intensa emoção. Durante estes quatro preciosos minutos o canal local, Prime Television, passou cenas de pornografia pesada que eram destinadas a um canal pay-per-view.
Telespectadores se afirmaram revoltados, talvez por não ter dado o tempo necessário, talvez por não ter visto o final do filme.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u419953.shtml
(Escrevendo porque não tinha nada mais para fazer)
Escrevendo, pois não tinha nada mais a fazer, ele sentáva-se concentrado em frente a tela do computador. Tivera um dia atípico, mas encontráva-se ansioso. O motivo de sua ansia não era aparente, mas sentía-se extremamente mal. Não gostava do que escrevia. Resolveu mudar de assunto.
Resolveu voltar ao assunto anterior pois não consiguira pensar em nada interessante. Tentou novamente.
Hoje, a menina que trabalha em minha sala falou ao telefone “então tá bão”.
Voltou atrás.
Ontem li uma notícia que me deixou realmente confuso… não sabia o que sentir em relação àquilo, mas sabia que deveria sentir alguma coisa. Bem… até o presente momento em que escrevo essa palavra, ainda não sei o que sentir. Mas para isso existem dezenas de “profissionais da auto-ajuda”. Minha inspiração vem da idéia.
Há dois dias atrás um homem vendeu sua vida. Como? Pois é… tal proeza pareceria impossível até então, mas não era nada mais do que inédita. Ele leiloou tudo… eu digo tudo! Casa, carro, roupas, o trabalho numa loja de tapetes e os amigos. O que ele chamava de seu estilo de vida. Bem… digo mais… alguém comprou. Foi verdade, alguém pagou o equivalente a R$ 615 mil para ter a vida do maluco. Ele esperava por cerca de R$ 750 mil, mas estimou alto o valor. Em determinado momento alguém tentou comprar por R$ 1,2 milhão, mas logo se descobriu que não passava de uma tremenda sacanagem, ou alguém aproveitou para dar um golpe e tentar roubar sua vida. O diabo não levantou propostas…



